Quick Reviews.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
- Cloverfield: Monstro (Cloverfield – 2008)
Não tenho nada contra filmes de ficção científica, mas este filme produzido no estilo “homemade movie”, com uma de suas personagens manejando a câmera (o que pode causar uma sensação constante de vertigem), é péssimo, realmente muito ruim. Não tem nenhuma história sólida além do fato da cidade de New York estar sendo atacada por um Godzilla-like monstro. Efeitos computadorizados não me impressionam o suficiente pra tolerar esse filme.
Não há nada que salve esse filme cheio de atuações precárias. E que me devolva os 90 minutos que eu passei assistindo, assim como os cinco reais que eu irei gastar pela locação do DVD.

- Anjos e Demônios (Angels and Demons – 2009)
O problema deste filme está nas diferentes construções de um suposto clímax, que quando ocorre, acarreta a sensação de estarmos sendo enganados. Mas de qualquer forma, eu gostei. Pelo menos em comparação à adaptação de O Código da Vinci.

Assim é a Vida...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
É interessante como há uma enorme quantidade filmes (novos e antigos), que potencialidades à parte, são extremamente negligenciados pelo público, ou simplesmente esquecidos.

Escrito e dirigido por Blake Edwards, 'Assim É A Vida' (That's Life! -1986) é um destes casos.

De fato, não há nada de extraordinário na história. É um olhar durante cerca de 48 horas na vida de um casal, Harvey (Jack Lemmon) e Gillian Fairchild (Julie Andrews), lidando com suas crises pessoais.

Harvey é um arquiteto, e verdadeiro hipocondríaco crônico, que às vésperas de seu aniversário de 60 anos, sofre todos os tipos de aborrecimentos e absolutamente nada o satisfaz. Gillian, por sua vez, é uma cantora famosa que acabara de se submeter a uma biópsia para verificar se os nódulos existentes em sua garganta são benignos ou malignos. Durante as horas decisivas que se passam no fim-de-semana até que se descubra o resultado do exame, ela omite a situação, e ao contrário do marido, mostra que sob nenhuma hipótese deixará a peteca cair, cumprindo seu papel de mulher compreensiva, mãe dedicada, e grande companheira.

A locação-base do filme é na residência dos Fairchild, que na época era o próprio lar dos Edwards. A mansão maravilhosa, localizada à costa do Pacífico, nos arredores da cidade de Los Angeles, é um ambiente paradisíaco. Outro “cenário” lindíssimo é a mansão que Harvey está construindo para uma cliente sua, a bilionária Janice Kern (Cynthis Sikes), provavelmente localizada em Hollywood Hills, com uma tremenda vista panorâmica do mar.

O responsável pela fotografia do filme foi Anthony Richmond; a trilha-sonora naturalmente foi de Henry Mancini, que com sua canção-tema interpretada por Tony Bennett ,lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar, bem como ao Globo de Ouro.

Quanto ao elenco, vejamos: Julie é casada com Blake Edwards, mãe de Emma Walton e madrasta de Jennifer Edwards, e ambas interpretam filhas do casal, Kate e Megan Fairchild. Jack Lemmon, grande amigo de Blackie, também não perdeu a oportunidade e trouxe o filho, Chris Lemmon e a esposa, Felicia Farr, para complementarem o casting, que nepotismos à parte, não deixam a desejar. Aliás, vale ressaltar que as atuações dos protagonistas, Julie e Jack, lhes rendeu indicações ao Globo de Ouro de 1987.

É inevitável que existam inúmeros filmes mais importantes do que "Assim é a Vida". Nem seu roteiro  inteligente - que diga-se de passagem era retrabalhado todos os dias durante as filmagens, e que dependia da colaboração dos atores e de seus improvisos - junto às atuações excelentes, consegue suprir o 'je ne sais quoi' necessário para que um filme atinja a sua longevidade, ou para que simplesmente não caia no esquecimento.

Deve-se admitir, entretanto, que é com grande dificuldade que podemos encontrar uma comédia tão agradável, e que dentro do seu contexto um tanto quanto piegas ainda é capaz de comover, enquanto discute a nossa derradeira odisséia, o destino ao qual estamos todos condenados: a nossa própria mortalidade.


Have yourself a merry little Christmas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Como eu certamente não terei a oportunidade de fazer um update até o dia 26 de Dezembro, venho a todos desejar um Feliz Natal repleto de amor e paz. Aos que puderem, assistam A Canção da Vitória (Yankee Doodle Dandy), às 22:00pm (Brasília) no canal TCM hoje à noite. Vale à pena conferir.

Mais uma vez, Boas Festas!

Because a vision softly creeping left its seeds while I was sleeping...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Primeiro gostaria de dizer que eu estava sumida e não falecida. Finalmente fiquei de férias da faculdade, e assim sendo, espero poder atualizar o blog com mais frequência.

Depois, gostaria de expressar meus sentimentos pela atriz Jennifer Jones, que veio a óbito hoje aos 90 anos. Ontem mesmo tive o prazer de assistir A Canção de Bernadette (The Song Of Bernadette, 1943) – filme o qual lhe rendeu, aos 25 anos de idade, o Oscar de Melhor Atriz, em 1944. Outro sucesso de sua carreira foi Suplício de Uma Saudade (Love is A Many Splendored-Thing, 1955), ao lado do belo William Holden.

E por fim, dizer que acabei de assistir A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967) e que por estar contagiada pelo filme tinha o escolhido como tema da resenha de hoje. Mas diante dos fatos acabei perdendo o gás, o que significa que a postagem será postergada.

Agora irei assistir a Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965). Boa Quinta-Feira!

+ 50 Filmes para Ver Antes de Morrer, pelo TCM.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
À título de informação, o canal TCM deu início no dia 01 de Dezembro a transmissão do seu especial entitulado 50 Filmes para Ver Antes de Morrer. Para os interessados, abaixo segue a lista desta terceira edição. Vale ressaltar que os filmes reprisam no dia seguinte durante a tarde.
Os títulos em negrito são os filmes os quais quero assistir e os riscados são títulos já vistos por mim:

1º de dezembro – terça-feira
22h – A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985)
0h – Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951)

2 de dezembro – quarta-feira
22h – Hamlet (Hamlet, 1948)
0h – Drácula (Dracula, 1931)

3 de dezembro – quinta-feira
22h – Uma Aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944)
23h45 – Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973)

4 de dezembro – sexta-feira
22h – Mad Max (Mad Max, 1979)
23h40 – Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953)

5 de dezembro – sábado
22h – Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987)
0h05 – Gunga Din (Gunga Din, 1939)

6 de dezembro – domingo
22h – Corra Que a Polícia Vem Aí! (Naked Gun: From The Files of Police Squad, 1988)
23h30 – Alcatraz: Fuga Impossível (Escape from Alcatraz, 1979)

7 de dezembro – segunda-feira
22h – Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, 1948)
0h – Círculo do Medo (Cape Fear, 1962)

8 de dezembro – terça-feira
22h – Gilda (Gilda, 1946)
23h50 – Depois do Vendaval (The Quiet Man, 1952)

9 de dezembro – quarta-feira
22h – Os 39 Degraus (The 39 Steps, 1959)
23h35 – Touro Indomável (Raging Bull, 1980)

10 de dezembro – quinta-feira
22h – A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days, 1956)
1h10 – Monstros (Freaks, 1932)

11 de dezembro – sexta-feira
22h – Os Goonies (The Goonies, 1985)
1h – O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of Sierra Madre, 1948)

12 de dezembro – sábado
22h – O Exterminador do Futuro (The Terminator, 1984)
23h55 – Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969)

13 de dezembro – domingo
22h – O Galante Mr. Deeds (Mr.Deeds Goes to Town, 1936)
0h05 – Farrapo Humano (The Lost Weekend, 1945)

14 de dezembro – segunda-feira
22h – Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette, 1948)
23h30 – Os Implacáveis (The Getaway, 1972)

15 de dezembro – terça-feira
22h – E o Vento Levou (Gone With the Wind, 1939)
1h55 – Contrastes Humanos (Sullivan’s Travels, 1941)

16 de dezembro – quarta-feira
22h – Sangue de Pantera (Cat People, 1942)
23h20 – Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977)

17 de dezembro – quinta-feira
22h – Pink Floyd The Wall (Pink Floyd The Wall, 1982)
23h45 – O Exorcista (The Exorcist, 1973)

18 de dezembro – sexta-feira
22h – Tarzan e sua Companheira (Tarzan and His Mate, 1934)
23h40 – O Poderoso Chefão Parte II (The Godfather – Part II, 1974)

19 de dezembro – sábado
22h – Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke, 1967)
0h – Josey Wales, o Fora da Lei (The Outlaw Josey Wales, 1976)

20 de dezembro – domingo
22h – Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988)
23h40 – A Testemunha (Witness, 1985)

21 de dezembro – segunda-feira
22h – Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty Dancing, 1987)
23h50 – Lolita (Lolita, 1962)

22 de dezembro – terça-feira
22h – O Picolino (Top Hat, 1935)
23h45 – Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968)

23 de dezembro – quarta-feira
22h – Bravura Indômita (True Grit, 1969)
0h – A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankestein, 1935)

24 de dezembro – quinta-feira
22h – A Canção da Vitória (Yankee Doodle Dandy, 1942)
0h – Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)

25 de dezembro – sexta-feira
22h – Simbad e a Princesa (The 7th Voyage of Sinbad, 1958)
23h35 – Os Sete Samurais (Seven Samurais, 1954)

Quem quiser comparar a seleção para o ano de 2009 com as duas anteriores, aqui estão os links:
Edição #1
Edição #2

Acho digno comentar que as seleções anteriores foram obviamente muito superiores a deste ano.

Don't talk at all, show me!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Um fato: Ontem fui a uma das lojas da Americanas e pela falta de disciplina acabei saindo com dois DVDs: My Fair Lady e The Dark Knight.
Uma confissão: Eu já tinha o DVD de My Fair Lady.
Uma explicação: O DVD de My Fair Lady que eu comprei na Video e Som enquanto estava no Rio de Janeiro no ano passado não tinha nenhum extra, e eu, aficionada por cinema, gosto de aproveitar os extras tanto quanto o filme em si. Re-assisto o filme com os comentários de diretores/produtores/atores, os documentários, bastidores, tudo. E o DVD que eu comprei ontem tinha tudo isso e estava tão barato que eu sabia que me arrependeria se não comprasse.
Uma troca: Ofereci a uma amiga, também aficionada por cinema, que ela trocasse o DVD dela de The Graduate pelo meu de My Fair Lady e ela aceitou.

Então está aí a prova de que eu não sou doente.

Era uma vez...

terça-feira, 24 de novembro de 2009
Fujo do tópico de cinema mais uma vez só pra falar de Julie Andrews (que surpresa, hein? - NOT).

Aos grandes desinformados, esta linda soprano  cuja voz de quatro oitavas já alcançou notas musicais que somente cachorros podiam escutar - experimente escutá-la cantando Polonaise de Mignon aos 12 anos, ou Danúbio Azul, aos 15 - passou por um procedimento cirúrgico nas cordas vocais em 1997, e graças a incompetência dos profissionais, perdeu a flexibilidade das mesmas.

 A situação obviamente levou a um  "lindo" processo jurídico que terminou em acordo, com JA faturando aproximadamente 30 milhões de dólares. Fortunas e comentários aparte, nada seria consolo suficiente para quem tinha a voz como um dos seus principais instrumentos de trabalho.

Corta para 12 anos depois, em 2009.

Ao retornar de uma noite não tão feliz, e com o espírito mais que depressivo pra casa, encontro dentre as várias notícias pelo cyberspace, a de que Julie Andrews pretende retornar aos palcos em um concerto no ano de 2010.
Agora aguenta coração!

A boa-nova foi transmitida pelo site Times Online, que informa que o concerto deverá acontecer em 08 de Maio de 2010, na O2 Arena, em Londres.  Maurice Whitaker, o produtor do show, disse que haverão quatro a cinco solos os quais Julie deverá apresentar, além de duetos com outros cantores.

Existem obviamente alguns obstáculos a serem vencidos, o principal sendo as  suas limitações vocais, que são muitas. Mas quatro oitavas ou não, deve-se lembrar de que Julie Andrews é, acima de tudo, extremamente profissional. E como o próprio artigo diz, lendas do calão de Julie já são raras de se encontrar, e ela é uma das últimas de sua geração, então este será um evento que valerá a pena conferir.

Agora vou assistir Butterfield Eight (Disque Butterfield 08) com a maravilhosa Elizabeth Taylor  na vã tentativa de achar uma distração... Sei que começará uma longa temporada de meses agonizando sobre o assunto e desejando encarar uma realidade diferente da minha. Sorte daqueles que poderão viver pra contar histórias desse glorioso dia!

Vamos falar de cinema?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Para ser bem franca, já disse que sou um fracasso como cinéfila, não disse? E gosto de fingir que entendo de Oscar-buzz, mas no fundo não entendo nada. Oscar-buzz para mim equivale a uma prova de múltipla escolha: eu tenho que saber do assunto, pois se eu depender do "chute", serei um fracasso. De qualquer forma, segue abaixo a lista de filmes lançados em 2009/2010, dentro e fora dos padrões de “Oscar-Winning-movies”, os quais eu tenho maior interesse em assistir – sem ordem específica de preferência. (A lista, é claro, está sujeita a alterações posteriores).

 Julie & Julia – Direção: Nora Ephron


Com a data de lançamento no Brasil prevista para a próxima semana, dia 29 de Novembro, o filme intercala a vida de duas mulheres que, apesar de separadas pelo tempo e pelo espaço, estão ambas perdidas... até descobrirem que com a combinação certa de paixão, coragem e manteiga, tudo é possível.
Com Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci.




The Lovely Bones – Direção: Peter Jackson
(Trailer Oficial)
O filme, cuja temática gira em torno de uma jovem menina assassinada aos catorze anos de idade, e que assiste a vida de sua família, assim como a de seu assassino – de um plano superior, é uma adaptação do livro de mesmo título.
Na história, cabe a ela, Susie Salmon, decidir entre a sua própria sede de vingança e o verdadeiro desejo de ver sua família seguir em frente.

O elenco:  Saoirse Ronan no papel de Susie Salmon; Rachel Weisz, como Abigail Salmon; Mark Walhberg, como Jack Salmon; Susan Sarandon como Grandma Lynn; Stanley Tucci, como George Harvey.

Uma confissão: Este foi o meu primeiro livro lido na íntegra na língua inglesa. Eu tinha 14 anos e estava a cursar o último ano do ICBEU; e na época, sendo extrema admiradora de Courteney Cox, sonhava com a adaptação da história, onde a atriz interpretaria a personagem de Rachel Weisz.

It's Complicated – Direção: Nancy Meyers

Jane é uma mãe de três filhos que tem uma relação amigável com o seu ex-marido, Jake, após dez anos da separação. A convivência entre eles acaba se tornando um romance, sendo que Jake, no momento, está comprometido com uma moça. Agora, Jane vive um dilema, já que se tornou a amante de seu antigo marido.
Elenco: Zoe Kazan, Alec Baldwin, Steve Martin, Hunter Parrish, Meryl Streep, John Krasinski, Lake Bell 



A Single Man – Direção: Tom Ford
A história é centrada na vida de um professor inglês que após a morte de seu parceiro, tenta retomar o seu cotidiano em Los Angeles, estrelando Colin Firth, Julianne Moore e Ginnifer Goodwin.


The Last Station – Direção: Michael Hoffman
(Clip 01)
Nos turbulentos últimos anos de sua vida, Leo Tolstoi se vê dividido entre sua doutrina da pobreza e da castidade e a realidade de sua enorme riqueza, seus 13 filhos e uma vida de hedonismo. Ele decide sair de casa em uma viagem, mas seu estado de saúde precário o impede de seguir adiante, fazendo-o acreditar que está morrendo sozinho. Com Christopher plummer, James McAvoy, Helen Mirren, Paul Giamatti.


Chéri – Direção: Stephen Frear
(Trailer Oficial)
O filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. Madame Peloux planeja secretamente um casamento entre Chéri e Edmée, filha de outra rica cortesã, Marie Laure. Enquanto o inevitável momento de separação se aproxima, Léa e Chéri tentam se acostumar com a idéia, mas a vida de prazer e alegria dos dois é mais profunda do que eles imaginavam.


Leap Year - Direção: Anand Tucker
Mulher ansiosa (Amy Adams) viaja para Dublin para pedir o namorado em casamento, no dia 29 de fevereiro de um ano bissexto. Segundo a tradição irlandesa, nesta data, o homem é obrigado a aceitar o pedido de casamento. Mas quando o tempo arruína sua viagem, ela precisa da ajuda de um grosseiro dono de hospedaria para iniciar uma inesperada travessia no país e fazer o pedido perfeito.


Nine – Direção: Rob Marshall
(Trailer Oficial)
Com roteiro escrito por Michael Tolkin e Anthony Minghella, inspirado no filme autobiográfico de Federico Fellini 8 ½, a narrativa é sobre um diretor de cinema, que é perseguido por todas as mulheres de sua vida, da amante à sua falecida mãe, enquanto tenta fazer um novo filme.
Elenco: Daniel Day-Lewis; Marion Cotillard; Judi Dench Nicole Kidman Kate Hudson; Penelope Cruz; Sophia Loren.


The Imaginarium of Doctor Parnassus - Direção: Terry Gilliam
O filme segue o líder de uma trupe de teatro itinerante que, tendo feito um pacto com o diabo, conduz o público através de um espelho mágico que explora suas imaginações. Christopher Plummer, Tom Waits e Heath Ledger participam do filme, embora a morte de Ledger, que havia filmado cerca de um terço de suas cenas à época, fez com que a produção fosse suspensa temporariamente. Para encarnar o personagem de Ledger foram escalados Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que dão vida a Tony à medida que ele viaja por um mundo de sonhos.


Shutter Island – Direção: Martin Scorsese
(Link Oficial)
Um terror psicológico, cujo enredo do filme gira em torno de uma assassina que foge e desaparece de um hospital psiquiátrico. A ilha de Shutter Island, onde se localiza o hospital, se torna o maior pesadelo dos agentes federais que investigam o caso.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams.


Alice in Wonderland – Direção: Tim Burton
(Trailer Oficial)
Ao seguir um coelho branco, uma garota chamada Alice cai em um buraco que a leva para o País das Maravilhas, um lugar povoado por seres mágicos e dominado pela Rainha de Copas.
Elenco: Johnny depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Christopher Lee, Alan Rickman, Michael Sheen, Stephen fry, Mia Wasikowska.

Crazy Heart - Direção: Scott Cooper
Decadente cantor de country alcoólatra vê a chance de retomar sua carreira e melhorar sua vida quando começa a se relacionar com uma repórter.
Elenco: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhaal, Colin Farrell and Robert Duvall



E por fim, os guilty pleasures, que eu não deveria acrescentar, mas irei porque sou humana:

Fantastic Mr. Fox – Direção: Wes Anderson (Trailer Oficial)

Uma família de raposas é ameaçada por três fazendeiros que querem dar um fim nos animais, já que eles sempre roubam suas galinhas, patos e perus.
Elenco: Owen Wilson, Bill Murray, Michael Gambon, George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman 





Tooth Fairy – Direção: Michael Lembeck
O jogador de hockey Derek Thompson é chamado de Tooth Fairy (Fada do Dente) em função de sua habilidade de quebrar os dentes dos adversários. Quando o protagonista desencoraja uma jovem promessa, Derek é obrigado a trabalhar como uma verdadeira fada do dente durante uma semana, com direito a asas, varinha mágica e a saia. Durante a experiência, ele descobre os seus sonhos perdidos.
Elenco: Ashley Judd, Dwayne Johnson, Julie Andrews (!!!!!), Billy Crystal, Chase Ellison

*Sinopses tiradas do Cinema Em Cena.

Para mais sugestões, por favor deixem o nome do(s) filme(s) nos comentários.

It only takes a moment to be loved a whole life long.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Embora odeie confessar, sou terrívelmente romântica e não posso evitar. Meus avós viveram 60 anos juntos, então longevidade marital não é exatamente uma novidade para mim...

Hoje Julie Andrews e seu marido, diretor Blake Edwards, comemoram 40 anos de matrimônio. A novidade aqui, como eu já falei, não está na longevidade do matrimônio, mas na capacidade de ainda conseguir enxergar o amor (romântico), a adoração e comprometimento que um tem em relação ao outro até hoje.

Acredito que o lema de outro casal a quem eu admiro se aplica a eles: “A deal is a deal”. Isto que dizer que é necessário ter o esforço e pagar qualquer preço para que este negócio seja um duradouro e de bons frutos, afinal de contas, vida a dois não é só La vie em rose.

Então fica aqui minha homenagem ao casal:

"It's been lovely working with Blake. And, of course, I get to sleep with the boss." - Julie Andrews

I think that we have a greater understanding of each other and a lot more tolerance now. The secret is for both people to want the marriage to work and I think that's true with us. 

We are both getting better at communication and we were both married before and have learnt from the sense of sadness and sense of failure we had when those relationships broke up." - Julie Andrews

"It seemed dumb not to admit we were in love," Blake recalls. Julie,
newly divorced, was scared. "I kept telling him it wasn't going to work," she says. 



 
 "Julie has great compassion for people in trouble," he says, "but she won't let me cop out when I'm complaining about Hollywood. She just says, 'Bullshit, Blackie, all you have to do is make a hit.' - Blake Edwards


“I have a sense of humour, but at times I can get very uptight and arrogant. when I get like this, Julie just looks at my with those big eyes, that I see a little smile break out at the corner of her mouth, and what can I do but laugh? Then I see the funny side of the situation.” - Blake Edwards.

"Well, it all started one night when I went to a party [...] I hadn't met Julie yet, and at this party, there was a discussion about people who suddenly were catapulted into stardom and the reasons for it. When Julie's name was mentioned, I said something that leveled the whole room, and the next day, I got a call from Joan Crawford, who hadn't been at the party-and whom I'd never met-telling me it was the funniest line she'd ever heard. People had been conjecturing on and on about what made Julie successful, and at just the right moment, I said, "I can tell you exactly what it is. She has lilacs for pubic hair." After the laughter subsided, Stan Kamen, an agent with William Morris, said, "With your luck, you'll wind up marrying her." And with my luck, I did!" - Blake Edwards

"The beautiful English broad with the incomparable soprano, and promiscuous vocabulary, thanks you." - Blake Edwards se referindo a Julie durante o seu discurso de agradecimento pelo Oscar Honorário dado a ele em 2003

Como um band-aid.

Como um band-aid sendo rapidamente arrancado, minha semana caótica veio ao fim com a apresentação do seminário sobre o arquiteto Sérgio Bernardes que, sob uma visão mais abrangente da coisa, foi rápido, prático e (quase) indolor.

Às vezes até me iludo em acreditar que sou eficiente. Foi uma verdadeira maratona, mas consegui chegar relativamente cedo na faculdade com tudo pronto - embasamento teórico, folders, banner e slides - e o conteúdo fervilhando na massa cefálica.
 
Realidade seja dita - embora a nossa apresentação, minha e de minha amiga, pudesse ter sido melhor preparada pra que tudo saísse impecavelmente, estou aliviada de não ter mais preocupações nas próximas duas semanas, até começar a estudar para o provão final, dia 15 de Dezembro.

Depois disso, serão lindas e formosas férias, as quais podem apostar que dentro de um prazo de duas semanas, eu estarei reclamando.

 Agora vou atualizar a lista de filmes que tenho de assistir...  
Lugar no Coração (Places in the Heart, 1984) e Sabrina (Sabrina, 1954) hoje, no TCM.
Sábado tem Mandela (Mandela, 1987), no telecine Cult e Holocausto (Holocaust, 1978), no TCM.
Domingo tem Gente como a Gente (Ordinary People), no telecine Cult e Ao Mestre com Carinho (To Sir, With Love 1967), no TCM.

Um toque de realidade...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quando a realidade bate na porta e toma o nosso tempo, é triste... A boa notícia é que logo, logo apareço com meus amores e vícios por aqui para dar o ar de minha graça.

Até breve, queridos.

Como empobrecer em 10 segundos.

sábado, 7 de novembro de 2009
Já comentei anteriormente que tenho um enorme problema em receber qualquer espécie de dinheiro, seja por alguma venda ou por algum ato de bondade dos meus pais?
Acho que sim.
Hoje foi um exemplo bem digno de quanta verdade há nessa história.

Estava super depressiva, frustrada em decorrência de algumas notas de prova da Faculdade que comecei a receber ontem e que continuarei recebendo nas próximas semanas, e pra finalizar, com problemas femininos. Enfim, fui ao shopping almoçar com a família, recebi dinheiro (hoje aconteceu um pouco dos dois casos - pagamento de venda e ato de bondade do pai) e passei pela Saraiva e Bemol.

Fiquei pobre rapidinho, porém feliz. Adquiri os seguintes DVDs:
Núpcias de Um Escândalo (The Philadelphia Story, 1942)
Clássica comédia romântica que serviu de fonte de inspiração para o musical ''Alta Sociedade''. Aqui, a história traz Katharine Hepburn como uma jovem rica recém-separada do marido (Cary Grant) e ávida por uma nova relação amorosa. A oportunidade aparece quando ela conhece um repórter (James Stewart) que está caidinho por ela. A história original, escrita por Philip Barry, foi antes encenada com grande sucesso na Broadway (estelada justamente por Hepburn). Indicado para seis categorias do Oscar, levou as estatuetas de melhor roteiro e ator (James Stewart).

Agoras Seremos Felizes
(Meet Me in St. Louis,  1944)
No início do século 20, a jovem Esther vive um dilema quando seu pai anuncia que a família está prestes a se mudar para Nova York. Mas a mudança pode fazer com que a jovem perca um esperado evento, a Feira Mundial de St. Louis, e ela fará de tudo para não deixar de participar da festa.

Guerra e Paz
(War and Peace, 1956)
Baseado no romance de Leon Tolstoy, trata-se de um drama sobre um conflito internacional que mistura aventura, intriga e um trágico romance no tumultuado cenário da invasão napoleônica da Rússia.

O ídolo de Cristal (Beloved Infidel,  1959)
O Ídolo de Cristal apresenta Gregory Peck, vencedor do Oscar, em uma brilhante interpretação do mundialmente famoso autor F. Scott Fitzgerald. Já no fim de sua vida e lutando contra o alcoolismo, Fitzgerald escreve roteiros para os estúdios de Hollywood como forma de obter dinheiro para pagar a clínica para doentes mentais onde estava internada sua esposa. Neste momento, entra em sua vida Sheilah Graham (Deborah Kerr), a famosa colunista social que vem a ser apoio e inspiração do trágico autor em sua luta para terminar aquela que seria sua última obra, O Último Magnata. Filme baseado nas memórias de Sheilah Graham. Co-estrelando Eddie Albert.

Alô Dolly
(Hello Dolly, 1969)
Dolly é uma jovem viúva e casamenteira profissional, que decide conquistar o avarento comerciante Horace Vandergeider. Mais de US$ 20 milhões foram gastos para produzir ''Alô, Dolly'', e é fácil ver e 'ouvir' cada centavo. A cuidadosa reprodução dos veículos, lojas, arranha-céus e da própria cidade (por volta de 1900), o magnífico cenário do Harmonia Gardens, o figurino colorido de Irene Sharaff, a direção musical envolvente de Jerry Herman.

O Nome da Rosa
(The Name Of The Rose, 1986)
Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery) é um monge franciscano que, junto ao noviço Adso von Melk (Christian Slater), dirige-se a um mosteiro para um conclave. Mas diversos assassinatos ocorrem sob circunstâncias misteriosas, desviando a atenção de todos. William inicia uma investigação bastante complicada, na qual os suspeitos vão desde os relogiosos até o próprio demônio. Tudo se complica quando Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega ao mosteiro preste a torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do diabo. Adaptação do best-seller homônimo de Umberto Eco.

Ligações Perigosas
, (Dangerous Liaisons, 1988)
No século 18, em meio a decadência da aristocracia francesa e às vésperas da Revolução, a Marquesa de Merteuil chama o Visconde de Valmont para um plano. Ela quer que ele seduza a bela e ingênua Madame Tourvel a fim de se vingar de seu ex-amante. A mesma história ganhou nova adaptação em ''Valmont'', de Milos Forman.

*Sinopses tiradas do site E-Pipoca.

E como eu não sou egoísta e gosto de fazer outras pessoas felizes, comprei um livro pra minha mãe, um cd pra minha irmã e um DVD pro namorado dela, meu "cunhadinho".

Então está aí outra temática para um dos meus próximos bestsellers: Guia de Como Empobrecer em 10 segundos, por Lorena F. Pimentel.

I go to the hills when...

terça-feira, 3 de novembro de 2009
Cada vez que eu vejo a bela e elaborada cena, que traduz fielmente a beleza das montanhas, e que revela entre elas uma Maria que corre de braços e coração abertos, cantando a linda melodia de Rodgers and Hammerstein, preenchendo meu espírito com um caleidoscópio de sentimentos - alegria, serenidade, tristeza, solidão - eu choro.

As montanhas são o refúgio de Maria. 


Entendo-a perfeitamente a cada vez que ela canta I go to the hills when my heart is lonely, I know I Will hear what I heard before, my heart Will be blessed with the sound of music, and I Will sing once more.

Particularmente, este blog, de uma forma ou de outra, é um dos meus refúgios.

E você, tem o seu?

She's supercalifragilisticexpialidocious!

domingo, 1 de novembro de 2009
Após mais de oito horas consecutivas em frente ao computador, manipulando plantas e mais plantas no Autocad, venho homenagear uma das minhas personagens favoritas do cinema (e o motivo principal pelo qual eu me tornei fã de Julie Andrews): Mary Poppins!

O filme é uma adaptação do primeiro de oito contos sobre uma babá mágica inglesa cuja missão é cuidar das crianças da família Banks, publicado em 1934 pela  não muito simpática P. L. Travers.

Walt Disney, o homem que conseguia tirar leite de pedra, adquiriu uma mini-obsessão por Mary Poppins, e travou uma "pequena" batalha, que se iniciou em 1938, na tentativa de conseguir os direitos para começar a desenvolver o projeto de adaptação.

Em 1961, Pamela Travers, que até então dizia-se terminantemente contra a adaptação cinematográfica hollywoodiana, cede os direitos a Walt Disney, sob condições de acesso ao desenvolvimento do roteiro do filme.

Com o contrato dos irmãos Sherman  para compor  músicas que seriam consagradas por gerações e gerações, W.D. parte para a cidade de New York em busca de sua atriz principal, Julie Andrews, que na época dividia os palcos da Broadway com os deliciosos Richard Burton e Robert Goulet, na espétaculo "Camelot".

Ao receber o convite, Julie diz ao Sr. Disney que está grávida de sua filha com Tony Walton, Emma, e ele, por sua vez, diz que a produção pode aguardar.

As filmagens de Mary Poppins finalmente começaram em 1963, na Califórnia, dentro dos estúdios Burbank. O filme, recheado de tecnologias pioneiras, e que estreiou em 1964, foi a última grande obra-prima cinematográfica de Walt Disney, que veio a falecer no ano de 1966.

Mary Poppins foi indicado à treze Oscars em 1965, levando para casa cinco deles, incluindo o de melhor atriz para Julie Andrews, que dedicou sua estatueta à Jack Warner, por ter se negado a contratá-la para a produção cinematográfica de My Fair Lady, resultando em sua subsequente aceitação em trabalhar com Walt Disney.

Apesar de ávida fã das produções dos estúdios Disney enquanto criança, preciso confessar que não assisti ao filme quando pequena; só tive a feliz oportunidade neste ano (2009) por intermédio de uma amiga.
Me apaixonei. Suspeito que talvez não teria apreciado tanto se tivesse assistido enquanto criança, mas certamente cuidarei para que os futuros filhos pródigos não percam a chance de apreciar este maravilhoso musical.



A personagem de Mary Poppins é completamente multifacetada, indo muito além da camada superficial que acredita-se ser praticamente perfeita em todos os sentidos.
É alguém que caminha em uma linha tênue entre a simpatia e uma so-called severidade, mas que na verdade utiliza deste instrumento para estabelecer a proximidade de seu relacionamento com as demais personagens.
Sem falar no envolvimento mais que platônico entre a mesma e seu amigo Bert (Dick van Dyke), insinuado na sequência de It's a Jolly Holiday, à extremo contragosto de dona Pamela Travers, e que eu particularmente adoro e sinto por não ter sido explorado.


Comentários a parte, só há algo a ser unanimamente dito: she's supercalifragilisticexpialidocious!
Parabéns, Mary Poppins! 

Curiosidades:
  • Antes da imagem de Poppins ser retrabalhada, para que esta parecesse mais acessível e simpática diante das câmeras em comparação ao seu comportamento nos livros, foram consideradas Bette Davis, Tuesday Weld e Angela Landsbury para viver a personagem da babá; 
  • Fred Astaire e Cary Grant foram considerados para o papel de Bert;
  • A composição do livro de músicas do filme durou cerca de dois anos;
  • Esta foi a produção da época mais cara dos estúdios Disney;
  • Tony Walton, primeiro marido de Julie Andrews, foi contratado por Walt Disney como costume designer e set designer do filme;
  • Pamela Travers disse que o nariz de Julie Andrews era perfeito para Mary Poppins;
  • Walt Disney não comparecia à estréia de filmes dos estúdios Disney desde o lançamento de Branca de Neve e os Sete Anões;
  • O Diretor Robert Wise decidiu contratar Julie Andrews para protagonizar The Sound of Music durante uma visita ao set de MP;
  • Julie Andrews ofereceu colaboração extra ao filme, fornecendo os assovios dos passarinhos durante a canção A Spoonful of Sugar, e a voz do coro que acompanha Mary Poppins durante a canção Supercalifragilisticexpialidocious;
  • Da mesma forma, Dick Van Dyke ofereceu sua colaboração extra para ser Mr. Dayes, dono do Fiduciary Bank. E embora o papel de Bert tenha sido oferecido a ele por Walt Disney, Dick foi obrigado a fazer teste para o papel de Mr. Dayes;

alô, alô Marciano....

quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Só para constar, hoje finalmente começam as minhas aulas de direção.
Aviso de amigo?

Salve-se quem puder!

O dia em que mataram Eliza Doolittle.

domingo, 25 de outubro de 2009
Reza a lenda de que um é pouco, dois é bom e três é demais.

No caso a seguir eu hei de concordar. Eu não deveria, mas vou me adiantar quanto a um posicionamento e dizer logo que sou terminantemente contra o remake de My Fair Lady; e mais, contra a escolha de Keira Knightley para viver a personagem de Eliza Doolittle.

Tornar-me fã da Julie Andrews implicou em uma série de coisas; uma delas foi de muito tardiamente me doer por Jack Warner não ter permitido, a todos os custos, a contratação de Julie para o papel de Eliza na produção cinematográfica, sob alegação de que, na época, Andrews não era um rosto popular do cinema. Revoltas a parte, tenho um carinho especial pela versão de Audrey Hepburn, que só falha por não saber cantar. Mas vamos deixar esses detalhes quietos porque eu não quero nem entrar no mérito!

Se vão fazer um remake - que, em geral, eu não sou de todo contra - vale ressaltar a necessidade de ter um cuidado extra especial na hora de selecionar o elenco.

As finalistas de Eliza Doolittle (supostamente) foram Scarlett Johanson, que não me apetece de nenhuma forma; Keira Knightley, que é boa atriz e não posso negar, mas que eu acho tremendamente overrated; e Anne Hathaway, a quem eu acredito ser, dentre as caras da young Hollywood, alguém promissora.

Tudo bem, tudo bem, estou aliviada por não escolherem ninguém do High School Musical ou seriados teens da Disney (pior seria se pior fosse!), mas vamos colocar assim: se não existe ninguém a altura de Eliza Doolittle, que é exatamente o que eu acho, não façamos o remake, certo? E outra coisa, Daniel Craig como Professor Higgings? Rex Harrison deve estar protestando lá do além.

Ai ai, deixa estar, viu? Eu quero muito ter o prazer de pagar pra ver e, acima de tudo estar errada, porque a idéia toda é absurda demais, ridícula demais. Daqui a pouco estou acordando com a notícia de que haverá remake de A Noviça Rebelde ou Mary Poppins.

Sou sim a favor da preservação da memória de personagens queridos, com ou sem remake, mas isso nem uma spoonful of sugar helps to go down!

Quando os dotes culinários falham.

Domingo de muito sol, trabalhos a fazer, filme a assistir, e eu acordo com Ana Maria Braga-feelings, pensando que eu deveria assar um Bolo de Laranja.

Como as prioridades precisam ser definidas, primeiro dei toda a minha atenção a vida e obras de Sérgio Bernardes (Perfis do Rio - Lauro Cavalcanti) afim de começar a redigir o artigo definitivo de um trabalho de faculdade. Lá pelas tantas desisti da leitura, que não estava tão prazerosa assim; Sérgio provoca em mim uma miscelânea de sentimentos.
Além disso, não conseguia parar de pensar no bendito Bolo de Laranja.

A princípio imaginei algo do gênero:
Simples,  porém bonito. Uniforme e fiel. Delicioso em sua função.
Pretendia fotografar cada etapa da preparação do doce, mas eu descobri que não sou tão boa multitasker quanto eu gostaria de ser. Tente bater a massa de um bolo enquanto segura uma Nikon P90, (que não é uma câmera pequena), tendo que enquadrar decentemente, controlar velocidade de obturador, profundidade, iluminação, etc e você verá que não é um passeio no parque!

40 minutos depois, na hora de desformar o bolo, partes dele quebraram, como mostra a figura ao lado, e isso foi o melhor que eu consegui fazer.
Triste, não?
Eu preferi deixar a cauda em um recipiente separado. Falhas técnicas e detalhes estéticos à parte, pelo menos ficou gostoso.

Talvez se eu acordar com Ana Maria Braga-feelings mais freqüentemente, isso não se repita, né?

O poder da amizade.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Não é todo dia que se encontra uma amizade entre duas mulheres do meio artístico, especificamente falando, que seja muito duradoura. Existem suas exceções, é claro, e algumas destas duplas da atualidade são Courteney Cox e Jennifer Aniston, Salma Hayek e Penelope Cruz, Nicole Kidman e Naomi Watts, Madonna e Gwyneth Paltrow. Da Golden Age de Hollywood, as parcerias era mais peculiares - de Audrey Hepburn e Sophia Loren, a Lauren Bacall e Katharine Hepburn; Lucille Ball e Vivian Vance.

Dia da Amizade foi no mês de Julho, mas resolvi fazer um post homenageando uma dupla de amigas  que trabalham neste âmbito, que dá gosto de ver: Julie Andrews & Carol Burnett. (E dedicá-lo to the Carol to my Julie, Camilinha - Divagações Kaufmanianas)

As duas foram apresentadas por Lou Wilson, um amigo mútuo, no início da década de 60. Carol estava se apresentando na "Great White Way", em um programa chamado Once Upon a Mattress, e Julie acompanhada de Lou, foi assisti-la. Na mesma noite, Julie, Carol, Lou, e Bob Banner, produtor do show, sairam para jantar. Deu-se início, então, a uma grande amizade que perdura até os dias de hoje (Inclusive, Carol é madrinha de Emma Walton Hamilton, filha do primeiro casamento de Julie com Tony Walton).

Existem inúmeras histórias acerca da natureza do relacionamento das duas, incluindo uma em específico, que ajudou a criar o boato entre as más línguas de que as duas tinham um affair. Os boatos são besteira pura, mas a história, em si, é hilária. Julie Andrews mencionou o acontecido em sua biografia Home: A Memoir of My Early Years e Carol desenterrou a história anteontem, dia 19 de Outubro, durante o 16th Annual ELLE Women in Hollywood Tribute, em Los Angeles, onde Julie foi homenageada como Hollywood Legend. (Julie Andrews and Carol Burnett "Let's Be Kissing" Story)

Segue também links de dois artigos que as duas escreveram, que, para quem não conhece, vale a pena dar uma lida:
My Friend, Julie Andrew (Good Housekeeping Magazine, 1963, by Carol Burnett)
My Friend, Carol Burnett (Good Housekeeping, January 1972, by Julie Andrews)
 
Consequentemente, dessa linda amizade surgiram algumas parcerias profissionais ao longo do tempo, e que também valem muito a pena serem conferidas:



Julie and Carol at the Carnegie Hall - March 5, 1962 - recebeu o Emmy por Outstanding Musical em 1963; 



"Big D" - Esse sketch foi apresentado no The Garry Moore Show e reapresentado no Carnegie Hall.


"The Pratt Family"- Sketch da família Von Trapp, em 1962, muito antes da Julie ser contratada para viver Maria Kutschera. Olha como a vida é irônica, hein!



Julie and Carol at the Lincoln Center - 1971; 
"Madame Abernall" - Esse sketch é hilário!


"60's Medley" 
Parte 01


Parte 02


Julie & Carol Together Again - 1989;
"The Tea Party" - Esse, em particular, é um dos meus preferidos!



"Together Again Medley"

O Brasil sob o olhar de um arquiteto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sabe o tipo de idéia que vêm à cabeça e que pela magnitude deveria ser considerada pretensiosa, mas no fundo não é?

Hoje comentei com amigas a vontade que eu tenho de montar um roteiro de visitas e durante as férias sair Brasil a fora conhecendo as cidades do ponto de vista arquitetônico e urbanístico, absorver as suas histórias, culturas e derivados. É diferente você ir a algum lugar e ter como objetivo principal uma leitura crítica com relação a esses aspectos. Sei que depende do caso, mas por certas vezes a euforia de estar em um lugar novo nos impede de assimilar toda essa informação, toda essa bagagem. 

Ano passado fiquei de 14 a 20 de Dezembro na cidade do Rio de Janeiro. Meu intuito principal? Assistir ao primeiro show da Sticky and Sweet tour da Madonna. Entretanto, antes de sair de Manaus elaborei um mini-roteiro dos lugares que eu achava válido ir visitar, tendo em mente, mais ou menos, esses princípios dos quais eu estou me referindo. Até criei um sistemazinho com informações sobre transporte coletivo de acesso a esses pontos e tudo mais. Infelizmente não vingou em nada além do show, foram seis dias de chuva constante... Só saí de Copacabana na véspera de viajar para ir jantar em um restaurante no bairro da Glória.

Mas, enfim, a idéia pseudo-pretensiosa é de que se algum dia as viagens saíssem do papel, poderiam me render registros documentais - gostaria de fazer um diário para cada uma das viagens, fazer muitas e muitas fotos, e, tendo vista que eu, mera estudante do sexto período do curso de Arquitetura e Urbanismo, tenho pouca maturidade profissional, não ousaria oferecer os meus dois centavos na vã tentativa de analisar os aspectos mencionados - e que desses registros, eu poderia pelo menos compilar as fotos de todos os lugares e montar um livro de fotografia: 
O Brasil sob o olhar de um arquiteto.

Acho que fui longe demais, não?
Bem, enquanto sonhar for de graça, voar alto não custará nada.

A jovem do futuro com os pés no passado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Vivo projetando o futuro e consumindo o passado, apreciando a história da qual eu não faço parte.  Sou amante da arquitetura, música, imagens, filmes, personalidades e informações que se constituem como memória e patrimônio da humanidade, às vezes negligenciadas em detrimento do contemporâneo.

(Mas tenho desprezo pelo pensamento retrógrado)

Sinto saudades do que não é meu, ansejo pelo o que eu não vivi. O ontem não sou eu, meu agora não é aqui.

Ardida como pimenta!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Manaus tem tido dias cinzentos, de nuvens carregadas, ocasionais chuvinhas acompanhadas de muitos trovões como trilha sonora.

Hoje o meu humor decidiu refletir o clima da cidade - amanheceu cinza - e eu, pra piorar a situação, resolvi assistir aos últimos filmes que adquiri... Comecei com a Sociedade dos Poetas Mortos, que me deixou com nó na garganta (e bem na hora do almoço. Au Revoir digestão, né?) e prossegui com O Paciente inglês. Com olhos cheios de lágrima, eu achei prudente quebrar o padrão de filmes bons (ou muito bons) para cortar pulsos em dias chuvosos, e assistir algo mais feliz, lembrando do DVD de Ardida como Pimenta (Calamity Jane, 1953) que estava meio que esquecido, ainda inassistido e à deriva por aqui.

No auge de sua carreira, Doris Day encarna Calamity Jane, uma personagem que tenta disfarçar sua fragilidade agindo de forma máscula e peculiar, manejando seu chicote e lutando contra os índios da região.
Com uma paixãozite mais do que óbvia pelo tenente Danny Gilmartin, personagem de Philip Carey (This Woman Is Dangerous), e uma rivalidade um tanto quanto saudável contra Wild Bill, interpretado por Howard Keel (Sete Noivas Para Sete Irmãos), Calamity é conhecida na região, acima de tudo, por ser boa contadora de vantagens, via intermédio de suas famosas lorotas.
Em uma determinada ocasião, Calamity Jane parte para a cidade de Chicago na promessa de trazer a famosa atriz e cantora Adelaid Adams para se apresentar no vilarejo. Entretanto, ao chegar na "Windy City" entrar nos bastidores do teatro, Jane confunde Katie Brown, personagem de Allyn Ann McLerie (The Way We Were), cujo sunho é poder se apresentar nos saloons das cidades, com a própria atriz.
Confusão feita, Calamity traz em sua companhia a versão falsa de Adelaid para Deadwood. Não é necessária mais do que uma noite para que o segredo de Katie venha à tona. Graças, porém, à intervenção de Jane, o povo concede que ela permaneça no vilarejo. Os verdadeiros problemas surgem à medida que Danny e Katie se apaixonam, enquanto Bill e Calamity, que sofre uma verdadeira transformação graças a Katie, são jogados a escanteio!

A causa da minha irritação precoce é decorrente da idéia do filme de mais ou menos reduzir a imagem de uma mulher independente à masculinidade, dando margem ao conceito de que as mulheres só conseguem ser bem aceitas a medida que elas provam sua feminilidade, vide a tentativa de mudança no comportamento de Calamity Jane. Tendo isso dito, o filme se mostra como um Western Musical muito bem elaborado, com uma trilha sonora contagiante, vencedora do Oscar pela canção Secret Love, com roteiro simples, mas de muito bom humor, cheio de ação do início ao fim, e com uma atuação excelente por parte de Doris, a qual a mesma se refere como sua favorita!

Puro entretenimento, foi a dose de positividade que eu precisava para espairecer.

Amanhã pretendo ter sessão Hitchcock: Um Corpo Que Cai, O Homem que Sabia Demais, Cortina Rasgada.

Tudo é justo no Amor e na Propaganda...

terça-feira, 13 de outubro de 2009
      Ontem eu tive o prazer de assistir Volta Meu Amor (Lover Come Back - 1959), estrelando Rock Hudson e Doris Day no TCM (E legendado! Que benção!), onde Jerry Webster, executivo de uma grande empresa de publicidade de New York, através de métodos pouco ortodoxos, consegue o contrato das Ceras Miller no lugar de Carol Templeton, jovem publicitária de uma empresa concorrente.

Após o advento, na tentativa de escapar das acusações de Carol Templeton, Jerry forja o comercial de um produto imaginário chamado VIP, onde Rebel Davis, uma das garotas que participava de suas noitadas e que fora chamada como testemunha pelo Conselho, iria participar. Com a novidade na boca do povo, Jerry se vê obrigado a procurar por Dr. Linus Tyler, ganhador do Prêmio Nobel de Química, agora em dificuldades financeiras, a quem pede que crie o tal produto.
Ao saber do acontecido, Carol contrata um detetive e avisada pelo mesmo de que Jerry havia ido ao laboratório do famoso químico, decide ir até lá. Pouco antes dela chegar, Dr. Tyler retira-se por alguns minutos, de modo que, ao entrar no local, Carol se apresenta a Jerry, acreditando estar diante do cientista. O trapaceiro aproveita-se da situação para obter o máximo de informações dela.
Daí em diante, fazendo-se passar por um homem inexperiente com mulheres, ele a explora ao dizer que o Sr. Webster prometera levá-lo a restaurantes, cabarés, etc.
O desenrolar da situação eu prefiro não revelar, então só me resta dizer que diferente de Não Me Mande Flores (Send Me No Flowers - 1964), outro filme estrelando a dupla, Volta Meu amor é  para aqueles que gostam de uma comédia despretensiosa e agradabilíssima.
Comecei assistir o filme sozinha e quando terminei, já estavam em minha companhia a minha mãe e meu pai, que gostaram da película tanto quanto eu -a última vez que isso aconteceu foi quando assistimos a Entre Dois Amores (Out of Africa - 1985), um dos meus tearjerkers favoritos! 

Contrários...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009
 
         Outra experiência que eu considerava dolorosa quando ia para Chessington, onde meu pai morava, era a hora de ir dormir. Meu pai me colocava na cama e lia, com sua voz precisa e lindamente modulada, um poema ou alguma história para mim, e eu ficava ali, observando-o enquanto ele se inclinava em direção à luminária da cabeceira da minha cama, estudando seu perfil, amando-o muito, e pensando que como o retorno à casa da minha mãe estava próximo, ele estava ali, dando o melhor de si. Eu ficava extremamente deprimida e tentava de todas as maneiras não chorar, pois sabia que as minhas lágrimas lhe causariam dor e remorso, então eu fingia cair no sono enquanto ele estava lendo, assim eu não teria que retribuir seu beijo de boa noite ou o seu abraço , pois o seu toque suave poderia me desarmar completamente. 
         Um dia, às vésperas do meu retorno a Beckenham, eu me encontrava na pequena sala de jantar, tentando inutilmente me recompor da imensa tristeza que eu sentia, e lá, sobre o aparador, havia uma tigela de vidro, que devido a refração da luz, causada pelo sol entrava pela janela, emanava um colorido similar ao do arco-íris.
         Pensei, então, que seu eu olhasse fixamente para aquela tigela por tempo suficiente, com vontade suficiente, eu haveria de encontrar algo em seus ângulos precisos e agudos que me impedisse de chorar. Eu olhei longamente para o objeto, tentando fazer com que a causa da minha angústia viesse do cristal e não da minha cabeça ou do meu coração.
Julie Andrews - Home: A Memoir of My early Years - Pag 45.

~**~

E um feliz dia das Crianças! Que vocês se permitam serem eternamente jovens.

A ameaça tripla - parte 1.

domingo, 11 de outubro de 2009
          Do episódio de A Ameaça Tripla - parte 01, quero apresentar-lhes  o resultado do encontro de três excelências do mundo cinematográfico: Blake Edwards encontra Julie Andrews, que encontra Henry Mancini (o primeiro é o querido diretor de Bonequinha de Luxo; a segunda é minha diva; e o terceiro, um brilhante criador de identidade musical  de filmes como A Pantera Cor-de-Rosa - 1964)
          O encontro dessas três forças (re)ocorre em  1982, no musical Victor Victoria, onde Blake Edwards propõe como autor e diretor do filme, a história de uma mulher que finge ser um homem que finge ser uma mulher.
           Vencedor do prêmio da Academia de 1983 por melhor Trilha Sonora, Henry Mancini se destaca em um dos seus últimos trabalhos,  pela honestidade da letra de Crazy World e pela melodia levemente melancólica que acompanha a mesma, e que, através da performance de Julie Andrews, fica eternizada na história do cinema.



Crazy world,
full of crazy contradictions like a child
First you drive me wild, and then, you win my heart with your wicked art
One minute tender, gentle, then temperamental as a summer storm
Just when I believe your heart's getting warmer
You're cold and you're cruel and I like a fool try to cope, try to hang on to hope.
Crazy world, every day the same old roller coaster ride;
But I've got my pride, I won't give in, even though I know I'll never win;
Oh, how I love this crazy world.



Suplício de uma saudade...


         No início de 1940 minha mãe se inscreveu na ENSA, ou Entertainments National Service Association (Associação Nacional de Serviços de Entretenimento) [...] Esta era uma organização que havia sido criada sob o intuito de proporcionar alguma espécie de lazer e entretenimento durante a guerra, às forças armadas britânicas, servindo de estímulo a eles [...] Um dia específico, antes de ela ir embora, ficou marcado em minha memória... Mamãe decidiu me levar para passear - o que não era muito comum, considerando que ela nunca tinha tempo para fazer isso comigo - e de mãos dadas demos uma volta pela vila, passando pelas vitrines das lojas. Em uma dessas vitrines, eu vi um vestidinho cor-de-rosa, que era bem fofo porém um tanto exagerado, mas que eu considerei ser o vestido mais bonito que tinha visto até então. Um ou dois dias depois, ao chegar de um outro passeio, percebi que não havia ninguém em casa, e que portanto, minha mãe havia partido sem ter se despedido. Embora ela já houvesse viajado outras vezes, eu pressentia, de uma maneira bem peculiar que só as crianças conseguem sentir, que ela não iria retornar. Ficando extremamente abatida, corri às pressas em direção ao meu quarto, onde encontrei o vestido cor-de-rosa exposto em cima da minha cama, e com ele, um recado cujo conteúdo não tinha nada em especial, apenas a mensagem "Com amor, da Mamãe" ou algo do gênero. Naquele exato instante eu senti meu coração se encher, a ponto de estourar, e então eu chorei, pois eu ansiava por ela, a amava, sentia a sua falta, e sabia que ela havia pensado em mim enquanto partia.
 Julie Andrews - Home: A Memoir of My Early Years - Pag 23 e 24
~**~

Não há melhor lugar que o nosso lar.

sábado, 10 de outubro de 2009
Me contaram que a primeira palavra compreensível que eu falei quando criança foi "Lar".
No dia em que isso aconteceu, meu pai estava dirigindo um Austin 7, que era um carro de segunda mão, e minha mãe estava ao seu lado no banco de passageiro, me segurando em seu colo. A medida que nós nos aproximávamos de nossa modesta casa, Papai tivera que frear o carro para estacionar no pequeno espaço de concreto próximo ao portão, e aparentemente eu quietamente, timidamente disse a palavra: "Lar."
Minha mãe relatou que havia uma ligeira inflexão na minha voz, que não soava exatamente como um questionamento, mas como aquela sensação peculiar de ter uma palavra na ponta da língua, talvez com a deliciosa descoberta da conexão entre o nome e o seu significado.
Para ter certeza que eles haviam me escutado corretamente, meu pai decidiu dar a volta no quarteirão mais uma vez, e ao retornarmos parece-me que eu repeti a palavra.
Minha mãe provavelmente deve ter pronunciado essa palavra mais de uma vez ao chegarmos em casa, e eu me questiono se teria sido com satisfação, alívio, ou se esta seria sua tentativa de estabelecer em mim algum sentimento de conforto e segurança. 
De todo modo, esta palavra se tornou de enorme importância para mim: Lar.
Julie Andrews - Home: A Memoir of my Early Years. Pag 01.

~ ** ~
Bem vindos ao meu novo lar.