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Hollywood e o TCM Classic Film Festival

domingo, 1 de maio de 2011
Nesta última quinta-feira, dia 28 de Abril, deu-se início ao evento que todo grande entusiasta de filmes clássicos adoraria visitar: o segundo TCM Classic Film Festival, em Hollywood.

Com uma agenda prevendo não somente a exibição de cerca de 70 filmes, onde muitos deles foram digitalmente restaurados, o festival ainda contou com a participação dos mais diversos e ilustres nomes, convidados a entrevistas e maravilhosos tributos com o host Robert Osborne, como Peter O’Toole , Kirk Douglas, Angela Lansbury, Julie Andrews, Leslie Caron, Hayley Mills, Debbie Reynolds, Mickey Rooney, Eva Marie Saint, Warren Beaty e Marni Nixon, só para citar alguns.

A premiere da edição de 60 anos de Sinfonia de Paris, que foi um dos filmes a ser digitalmente restaurado recentemente, se deu em uma Opening Night Gala, com direito a tapete vermelho, presenças ilustres, seguido de coquetel. Aliás, este filme faz parte do tributo aos irmãos Gershwin, onde foram exibidos os filmes Girl Crazy (1943) – apresentado por Mickey Rooney; Sete Noivas para Sete Irmãos (1954) e Núpcias Reais (1951), apresentados por Jane Powell; The Unsinkable Molly Brown (1954), apresentado por Debbie Reynolds; Carrossel (1956), apresentado por Shirley Jones; e Shall We Dance (1937). Outros filmes digitalmente restaurados, que também comemoram suas edições de 60 e 50 anos, respectivamente, é Uma Rua Chamada Pecado e A Doce Vida.

Mapa com os pontos de acesso ao Festival.
O Festival, que foi distribuído em diversos pontos, tais como The Hollywood Roosevelt Hotel, o Grauman’s Chinese Theatre, The Chinese Multiplex, The Egyptian Theatre e The Music Box Theatre, encerra hoje, dia 01 de Maio. O evento contou com cobertura ao vivo através do blog do site do TCM Classic Film Festival, além de galerias de fotos e vídeos, e foi um verdadeiro prato cheio para os que sabem apreciar a maestria, sensibilidade e delicadeza dos longa-metragens de outrora.

Abaixo seguem algumas das melhores e mais memoráveis aparições do Festival:

Peter O'Toole:
Em sua entrevista, O'Toole revelou à Osborne que está escrevendo um memoir chamado "The Professional", que seria o seu terceiro livro e última parte de suas auto-biografias. A conversa ainda cobriu a carreira de Peter desde o seu primeiro filme até os seus idos tempos como jornalista, cuja maior ambição era editar a Life Magazine.

Peter O'Toole foi indicado oito vezes pela Academia e só foi agraciado com uma estatueta em 2003, ao receber um Oscar Honorário.

"Já fazem muitos anos desde a última vez que tive relações íntimas com cimento," diz Peter, à esquerda, ao deixar sua marca registrada durante cerimônia no Grauman's Chinese Theatre.

Kirk Douglas:
Á direita, Kirk Douglas, 94, conversa com Robert Osbourne sobre sua longa e memorável carreira antes da exibição do seu filme, Spartacus, dirigido por Stanley Kubrick. De acordo com o ator, Spartacus permanece como um filme relevante, pois "Spartacus foi um personagem real. Não se sabe muito sobre ele porque os romanos não quiseram registrar a história de um escravo que por muito pouco não deu a volta por cima do Império Romano. Spartacus nasceu na Libia, e a Libia atualmente batalha por sua liberdade, quando na verdade a única coisa que lhe falta é ter o seu próprio Spartacus." 
Julie Andrews:
Julie Andrews, 75, à esquerda, foi encaixada subitamente na agenda do Festival para participar de uma pequena entrevista com Robert Osbourne, antes da exibição do filme Bonequinha de Luxo (que também passou por um novo processo de restauração digital de imagem), dirigido por seu falecido marido, o diretor Blake Edwards. A atriz discutiu a carreira do escritor-diretor-produtor com muita graciosidade e carinho, dizendo que ele foi fascinado por filmes e que gostava de observar as técnicas de diretores que o antecederam, citando Frank Capra como uma de suas inspirações.

Também comentou que Edwards utilizava a câmera  como instrumento para captar a atenção do público em relação aos atores, e não à sua própria técnica como diretor. Ainda disse que Blake, que adorava assistir filmes antigos e atuais, ao assistir O Senhor dos Anéis e Avatar, se questionou, repetidas vezes, com a maneira a qual esses filmes teriam sido feitos.


Quando questionada sobre qual teria sido o filme preferido de Blake Edwards, em termos de trabalho pessoal, ela respondeu que provavelmente deve ter sido S.O.B, uma sátira sobre a indústria do cinema hollywoodiano, onde Edwards pôde exorcisar muitos de seus traumas do passado.  Julie Andrews encerra a entrevista declarando que sente ter enorme responsabilidade em manter o legado de Blake Edwards vivo, "porque ele foi muito especial."

E ainda...
Jane Powell, à esquerda, e Hayley Mills, à direita, participando de suas respectivas entrevistas.

O atores Mickey Rooney (sup.) e Leslie Caron (inf.) participam de entrevista durante o Festival de Filmes Clássicos.

Marni Nixon (sup.) e Debbie Reynolds (inf.) em suas respectivas aparições.

~ * ~ * ~
* As fotos foram retiradas do Wireimage e Galeria de fotos do IMDB.
Para conferir mais informações sobre o Festival basta acessar o site do TCM Classic Film Festival.

A catarse de Sede de Amar (1986).

quinta-feira, 10 de março de 2011
Dueto para Um é a tradução livre do título do longa-metragem Duet for One (1986), que em português foi erroneamente entitulado como Sede de Amar, em um filme onde o amor passa longe de ser o tema principal  do enredo.

Nos primeiros planos, somos levados a um tour pela cidade de Londres, conduzidos até o Albert Hall, onde temos o primeiro contato, ainda que indiretamente, com a protagonista do enredo, Stephanie Anderson, uma violinista mundialmente famosa que dentro de alguns dias deverá se apresentar naquele local.

Em contraste com a imagem do cartaz do concerto, ao qual somos apresentados instantes antes, nos deparamos com a personagem em sua primeira sessão com um psicoterapeuta, interpretado por Max Von Sydow, e que logo estabelece uma capacidade dúbia de analisar sua paciente, ao revelar-se admirador do talento de Stephanie (e de seu marido). Os tons frios e sombrios do consultório terapêutico definem a carga emocional que tornearão os diálogos entre médico e paciente, e servem como base para ilustrar o peso dos dilemas acerca da personagem, os quais são esclarecidos logo em seguida.

“I’m in this chair because I’ve got multiple sclerosis!”

Stephanie é acometida pela esclerose múltipla, uma doença degenerativa em diferentes graus de complexidade. Para ela, o desespero imediato é saber que seus dias estão contados, musicalmente falando. Não há como prever até quando ela poderá continuar tocando o instrumento, algo que ela tem feito desde os quatro anos de idade, quando ganhou seu primeiro violino de presente do avô.


“Do you have it still?”
“No, that one burst into flames in the blitz in 1944. It burst into flames right before my eyes, I literally had to be dragged out of the house, the whole place came crumbling down about me. My mother was in it. I cried more about the violin than I did about her, can you believe that?
Anyway, when I recovered enough to feel anything at all, I realized it wasn’t the violin I needed, but the music itself. Playing the music itself. And I hadn’t lost that, at least not yet.”

Mas, mais do que a música, a doença é quase uma corrosão que afeta diretamente a forma como Stephanie se relaciona com as pessoas ao seu redor: seu marido, seu pupilo, seus amigos, seu psicoterapeuta – e isto é o que testemunhamos ao decorrer do filme.

Seu marido David Cornwallis (interpretado por Allan Bates), por exemplo, a quem Stephanie deposita uma dependência capaz de superar notórios casos extra-maritais (“I was wondering what else do you know about me, that I don’t know you know about me”, questiona o marido, ao passo que Stephanie responde, “the thing is, nothing can change what we have together), é quem sugere que ela procure o auxílio de um Louis Feldman, livrando-se assim, de sua própria inabilidade de lidar com a doença, com as suas conseqüências, deixando a “batata quente” nas mãos do psicoterapeuta. E, não obstante, o marido ainda lhe imprime um último golpe, ao declarar-se apaixonado por Jenny, sua secretária.

Outro golpe é assistir o seu pupilo Constantine Kassanis, interpretado por Rupert Everett, a quem Stephanie deposita votos de um futuro extremamente promissor, decidir partir para os Estados Unidos e assim desperdiçar seu talento tocando o instrumento no Caesar Palace em Las Vegas.

Aos poucos, como uma bola de neve, assistimos toda a raiva e frustração da violinista chegar a um ápice, onde a sua deteriorização emocional culmina em uma desesperada tentativa de suicídio.

No ano seguinte, no dia do seu aniversário, assistimos Stephanie observando por um instante, a vida de todos prosseguir sem a sua presença, e retornando a antiga árvore – tão representativa de sua juventude e do seu casamento - que no inverno sem suas folhas e frutos, parece morta, mas ainda vive, testemunhamos a sua aceitação diante do fato de que o seu dueto foi feito para ser tocado sozinha.


 A heroína trágica, que por diversas vezes usa a revolta de sua doença para destilar uma porção de comentários pungentes, em meio a sorrisos tortuosos e perturbadores, permite com que nos deparemos com sentimentos como raiva, amargura, resignação, senso de perda e frustração. Mas são em instantes como estes, ''Why should I die such a horrible death? Was I so terrible? Was this music so terrible?'', é que se torna impossível não salutar a atuação de Julie Andrews, no que ficou registrada em inúmeros veículos como uma das melhores atuações – senão a melhor – de sua carreira.

Como conjunto de obra no que concerne a aspectos técnicos, o filme não é lá essas coisas. Apesar de sensível, tem uma direção inconsistente e o roteiro é cheio de artifícios; Mas em seus diálogos, Andrews demonstra uma profundidade em sua atuação dramática jamais vista pelos espectadores, que talvez tenham tido tremenda dificuldade em separar a imagem tão bem conhecida de Julie como “musical star,” da imagem de atriz cujo anos de profissão finalmente culminam em um amadurecimento mais que bem vindo. Aqui, Julie faz parecido com o que faz em seus musicais – toma conta do centro do palco, e com um desempenho comedido, realista, e acima de tudo, corajoso, transpassa os limites ao transformar Sede de Amar em um veículo para expor esse amadurecimento como atriz, de maneira que todos os outros personagens passam a ser figuras meramente secundárias, e que o material do filme pareça superior do que realmente é.

Julie foi indicada a um Golden Globe por sua atuação em Sede de Amar, mas em um ano onde a Academia indicou Sigourney Weaver por Alien e Jane Fonda por The Morning After, torna-se difícil compreender a ausência do seu nome na lista de atrizes concorrendo ao Oscar de Melhor Atriz.

A jornada a qual somos obrigados a embarcar com Stephanie em Sede de Amar é árdua e não há redenção, mas configura-se como uma catarse, que nos leva a aceitação sobre a verdade do nosso derradeiro fim.


Ficha Técnica:
Direção por Andrei Konchalovsky; 
Roteiro por Tom Kempinski, Jeremy Lipp e Mr. Konchalovsky, baseado na peça escrita por Mr. Kempinski; 
Diretor de Fotografia: Alex Thomson; 
Editado por Henry Richardson; 
Produzido por Menahem Golan e Yoram Globus; 
Distruibuido pelo The Cannon Group Inc. At Cinema 1, Third Avenue at 60th Street.
Tempo de Duração: 107 minutes. 
Stephanie Anderson...Julie Andrews 
David Cornwallis...Alan Bates 
Dr. Louis Feldman...Max von Sydow 
Constantine Kassanis...Rupert Everett 
Sonia Randvich...Margaret Courtenay 
Penny Smallwood...Cathryn Harrison 
Leonid Lefimov...Sigfrit Steiner 
Totter...Liam Neeson 
Anya...Macha Meril 
Mrs. Burridge...Janette Newling

Aos interessados, o Telecine Cult irá reprisar o filme amanhã (sexta-feira, 11/03, às 15:55 - horário de Brasília), e aos que tiverem interesse, mas não puderem assistir na TV, cliquem AQUI e sigam os links das outras partes.

P.S.: Muito obrigada, querida Julie, por ter me tirado o pior writer's block dos últimos tempos!

Pérola de Kurt Weill: It Never Was You.

segunda-feira, 7 de março de 2011
A história por trás da canção It Never Was You, por Kurt Weill, começou nos bastidores da maravilhosa e empoeirada Great White Way. Produzido em 1938, Knickerbocker Holiday surgiu através da parceria de Kurt Weill* e Maxwell Anderson, autor do libretto do espetáculo, narrando a história de Washington Irving, um homem que queria modificar o cenário da literatura americana, ao escrever a história sobre a ocupação holandesa em Nova Amsterdã, atual Nova York. Knickerbocker obteve um sucesso relativamente modesto, e um ano depois foi adaptada às telonas, estrelando Nelson Eddy.

*À título de informação, Kurt Weill é o compositor da melodia de outra pérola extremamente querida, “My Ship” do grande hit da Broadway “Lady in The Dark”, estrelada por Gertrude Lawrence. Ambas canções foram compostas em parceria com Ira Gershwin.  


Abaixo seguem três interpretações distintas e especiais:
Em 1963, Judy Garland nos deixou esta linda versão da música, no que ficou registrado como seu último longa, I Could Go On Singing:



A seguir, versão da atriz Megan Mullally, que começou sua carreira na Broadway em um revival de Grease, em 1994:


E ainda, a versão da minha querida Julie Andrews, que na verdade é um pequeno medley de It Never Was You e My Ship, acompanhada no piano pelo maestro Previn, no show The Sound of the Orchestra:
Conselho: Por favor, desconsiderar o visual da Julie!


I've been searching through rains, and the wind that follows after
For one certain face and an unforgotten laughter
I've been following signs, I've been searching through the lands
For a certain pair of arms and a certain pair of hands
Yes, I tried a kiss here, and I tried a kiss there
For when you're out in company, the boys and girls will pair
But it never was you, It never was anywhere you
An occasional sunset reminded me, or a flower hanging high on a tulip tree
Or one red star hung low in the west, or a heart-break call from a Meadow Lark's nest
Made me think for a moment maybe it's true,
I found him in the star, In the call, In the blue
But it never was you
It never was anywhere you
Anywhere, anywhere you

In Memoriam: Blake Edwards

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
É com muito pesar que venho anunciar a morte de um dos meus diretores favoritos, Blake Edwards.

"O cineasta Blake Edwards, famoso por comédias como "A Pantera Cor-de-Rosa", morreu na manhã desta quinta-feira. Ele tinha 88 anos e era casado desde 1969 com a atriz Julie Andrews, estrela de vários de seus filmes. Segundo seu agente, Gene Schwam, Edwards foi vítima de complicações provocadas por uma pneumonia. Andrews estava a seu lado no momento de sua morte.

A série "A Pantera Cor-de-Rosa", cujo primeiro filme foi lançado em 1964, é o maior sucesso da carreira de Edwards. O longa ficou famoso pela música-tema, composta por Henry Mancini (outro parceiro constante do diretor), e pelo desastrado personagem principal, o inspetor Clouseau vivido por Peter Sellers.

Nascido em 26 de julho de 1922, Edwards começou no cinema como roteirista e tornou-se conhecido primeiro na televisão, com a série "Peter Gunn". Seu primeiro grande sucesso na telona foi "Bonequinha de Luxo", estrelado por Audrey Hepburn. Ele foi contratado para dirigir o filme depois que o cineasta original, John Frankenheimer, foi demitido.

Além de "A Pantera Cor-de-Rosa", outros sucessos do diretor foram as comédias "Mulher Nota 10" (1979), "Vitor ou Vitória" (1982) e "Um Convidado Bem Trapalhão" (1968). Também dirigiu alguns dramas bem-sucedidos, como "Vício Maldito" (1962), com Jack Lemmon.

Seu último trabalho para o cinema foi "O Filho da Pantera Cor-de-Rosa", de 1993, com o italiano Roberto Benigni (de "A Vida É Bela") assumindo o papel que foi de Peter Sellers. O personagem foi revivido por Steve Martin mais duas vezes, em 2006 e 2009, filmes nos quais Edwards não teve qualquer participação. "Blake Edwards foi uma das pessoas que me fez amar comédia", escreveu Martin no Twitter, pouco depois de saber da morte.

Em 2004, ele ganhou um Oscar especial pelo conjunto de sua obra. Ao receber a estatueta, fez jus a seu título de gênio da comédia: apareceu no palco em uma cadeira de rodas em alta velocidade e simulou um acidente."

via Último Segundo.



Adeus, querido Blake. :(

Retornando a Camelot.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Hoje à tarde assisti a versão cinematográfica de Camelot (1967), estrelando Richard Harris, Vanessa Redgrave e Franco Nero – Arthur, Guenevere e Lancelot, respectivamente – e, ao término da adaptação, fiquei com um gosto agridoce na boca.

Por vários momentos senti que Redgrave, embora sendo extremamente bonita (fiquei na dúvida durante o decorrer do filme, pensando se era Natasha ou Joely Richardson quem mais se parece com ela) e ótima atriz, tenha sido ‘miscast’ – e não digo isso baseado apenas no fato de que ela não sabe cantar; seu desempenho durante o primeiro ato é pouco convincente, quase inexpressível.

Entretanto, e felizmente, há uma mudança em sua interpretação (que apesar da comparação infeliz que eu irei fazer, me lembra da transição de marcha do câmbio de um carro) à medida que a história se desenrola e vai ganhando ares mais sóbrios na narrativa, onde Vanessa perde um pouco da expressão apática e consegue dar mais personalidade à figura de Guinevere.

Sou um tanto quanto indiferente a Franco Nero. Franco tem um belo porte, apesar de sua atuação ser um tanto quanto sofrível, mas ao menos não canta mal. Aliás, procurei não traçar comparações a esse respeito, afinal estaria sendo injusta. Existe alguém que consiga superar Goulet cantando If Ever I Would Leave You? Se sim, ainda não tive a chance de conhecer.

Para a minha surpresa, Richard Harris, a quem eu nutro pouquíssima simpatia, é quem carrega o filme com muita habilidade. Por algum motivo, não acho que a sua interpretação do rei Arthur tenha diferido muito da de Richard Burton – que a propósito, era seu amigo. A cena final onde Arthur encontra Tom of Warwick e explica ao garoto que a sua missão é fazer com que a história de Camelot permaneça viva, é uma das cenas mais tocantes de todo o filme.

"Don't let it be forgot that once there was spot, for one brief shining moment, that was known as Camelot."

À esquerda: Harris e Redgrave, no papel de Arthur "Wart" e Guinevere, na adaptação cinematográfica.
Fonte: http://socalpersian.blogspot.com/2007_12_01_archive.html 
À direita: Burton e Andrews, como Arthur "Wart" e Guinevere, na produção original da Broadway.
Fonte: http://www.achievement.org/autodoc/page/and0gal-1 

No geral, não tenho parâmetros para comparações – o mais próximo que cheguei da produção original da Broadway (1960), com Richard Burton, Julie Andrews e Robert Goulet, foi através da trilha-sonora (que eu amo verdadeiramente, e escuto sem parar) e dos pequenos trechos gravados para o programa The Ed Sullivan Show – e sendo assim, não consigo decidir se realmente gostei da adaptação ou não. 


Embora algo me leve a crer que mais cedo ou mais tarde eu aprenderei a apreciar o filme pelo  o que ele é, afinal de contas, eu sou extremamente fascinada por esta fábula, acredito que só o tempo e várias doses de Camelot darão asas para que eu chegue a uma conclusão.

 Fonte: www.corbisimages.com

E aos que tiverem interesse em adquirir o filme, eu comprei o meu na Videolar.com por um preço extremamente camarada. Aproveitem enquanto é tempo, pois a Warner está retirando-o de seu catálogo (junto com Whatever Happened to Baby Jane) para colocá-lo em moratória e lançá-los em 2012, em Blu-Ray, em edição comemorativa de 45 anos.

From The Once and Future King,
“The best thing for being sad,” replied Merlin, beginning to puff and blow, “is to learn something. That’s the only thing that never fails. You may grow old and trembling in your anatomies, you may lie awake at night listening to the disorder of your veins, you may miss your only love, you may see the world about you devastated by evil lunatics, or know your honour trampled in the sewers of baser minds. There is only one thing for it then — to learn. Learn why the world wags and what wags it. That is the only thing which the mind can never exhaust, never alienate, never be tortured by, never fear or distrust, and never dream of regretting. Learning is the only thing for you. Look what a lot of things there are to learn.”
- T. H. White

A canção dos bobos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Isn't it rich? Are we a pair?
Me here at last on the ground, you in mid-air.
Send in the clowns.


Às vezes, passar por uma situação ridícula parece ser inevitável, não é mesmo? Em contrapartida, eu desafio aquele que admitir que nunca se fez de bobo, ou nunca se permitiu ser feito de bobo, a atirar a primeira pedra.


Isn't it bliss? Don't you approve?
One who keeps tearing around, One who can't move.
Where are the clowns? Send in the clowns.


Stephen Sondheim soube fazer bom uso da figura do palhaço; soube ser pontual, na medida.



Just when I'd stopped opening doors,
Finally knowing the one that I wanted was yours,
Making my entrance again with my usual flair,
Sure of my lines, No one is there.

 
Sim, por favor, mandem os palhaços! A distração é bem-vinda.

Don't you love farce?
My fault I fear.
I thought that you'd want what I want.
Sorry, my dear.
But where are the clowns?
Quick, send in the clowns.
Don't bother, they're here.


Isn't it rich?
Isn't it queer, Losing my timing this late in my career?
And where are the clowns?
There ought to be clowns.
Well, maybe next year.

Um pouquinho de Brasil no Julie Andrews Hour.

terça-feira, 30 de novembro de 2010
Luiz Bonfá, bossa nova e Julie Andrews: como não gostar dessa combinação?

Embora o movimento conhecido como Bossa Nova, tenha tido outros tantos nomes por referência, é Luiz Bonfá, um pouco acanhado, quem acompanha Julie Andrews e Steve Lawrence neste medley maravilhoso, composto pelas músicas Samba de Orfeu, Batucada, Watch What Happens, Wave, The Gentle Rain e Manhã de Carnaval, no Julie Andrews Hour, exibido em 1973.



Bem verdade, esta não foi a primeira vez em que Bonfá fora colocado sob os holofotes na América do Norte. Após a “popularização” deste movimento da música brasileira nos Estados Unidos, Bonfá foi convidado a participar do festival de Bossa Nova realizado no maravilhoso Carnegie Hall, em New York., no ano de 1962. E mais, compôs  a canção “Almost in Love”  interpretada por Elvis Presley no filme da MGM "Live a little, love a little", e colaborou com nomes como o de Frank Sinatra e Quincy Jones.
Dentre suas composições, tenho Manhã de Carnaval como uma das minhas canções preferidas. A suave melodia  é capaz de me remeter a um passado ao qual não pertenci, e a imagem mais nítida e fixa em minha mente, ao escutar essa bela canção, é composta pela brisa leve, o cheiro do mar, a areia molhada debaixo dos pés, e especialmente, o nascer-do-sol na praia de Copacabana.

Manhã, tão bonita manhã; na vida, uma nova canção
cantando só teus olhos, teu riso, tuas mãos
pois há de haver um dia em que virás
das cordas do meu violão, que só teu amor procurou
vem uma voz falar dos beijos perdidos nos lábios teus.
Canta o meu coração, alegria voltou, tão feliz a manhã deste amor.


A day in the life of a fool, a sad and a long lonely day
I walk the avenue, and hope I'll run into
The welcome sight of you, coming my way
I stop just across from your door, but you're never home any more
So back to my room, and there in the gloom
I cry tears of good bye
That's the way it will be every day in the life of a  fool

Uma "Desconhecida" e Sete "Broadway Divas."

quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O mundo, assim como a internet, ainda é cheio de agradáveis surpresas.

Há duas semanas um “conhecido” postou o link de um vídeo do youtube no tumblr, onde uma moça chamada Christina Bianco (que para mim, até então, não passava de uma completa desconhecida), imitando algumas das maiores Broadway Divas, cantando “Tomorrow”, do musical Annie

As sete mulheres "homenageadas", de certa forma, foram Barbra Streisand, Judy Garland, Bernadette Peters, Celine Dion, Kristin Chenoweth, Julie Andrews e Eydie Gorme.Vou me abster de tecer mais comentários, por enquanto, mas após assisti-lo achei que era mais do que meu dever vir dividir com vocês essa peça rara.



Bárbaro, não? Surpresas das surpresas, Christina Bianco esbanja talento e impressiona com suas imitações! Particularmente, adorei a versão da Barbra Streisand e da Celine Dion. Já sua Julie Andrews interior, precisa ser melhor polida, em minha opinão, especialmente no que diz respeito ao sotaque.

De todo modo, fiquei dividida entre ficar boquiaberta com a semelhança da interpretação das divas, em geral, ou morrer de rir, afinal de contas, Bianco não deixa de ser hilária ao não deixar passar nenhum trejeito, pose, impostação, entre outras características de cada personalidade.

Se assistirem, espero que gostem e que se divirtam tanto quanto eu, e não esqueçam de me dizer qual imitação vocês consideraram ser a melhor!

Apresentando a Edição Especial de A Noviça Rebelde (parte 2).

domingo, 7 de novembro de 2010
Dando continuidade à mostra do material disponível no scrapbook que acompanha o box de colecionador da edição de 45 anos de A Noviça Rebelde, aqui vamos nós, com mais fotos da produção e bastidores do filme.

E só pra relembrar, antes de utilizá-las ou publicá-las em sites e afins, pensem em mim e em meu querido blog, pois receber o devido crédito é bom e eu gosto! 


Façam bom uso e aproveitem!

 
 

 

 

To be continued...

Apresentando a Edição Especial de A Noviça Rebelde (parte 1).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ainda no ritmo de comemoração pelos 45 anos do filme "A Noviça Rebelde", eis que venho mostrar-lhes em primeira mão os detalhes do box do filme, lançado pela 20th Century Fox Brasil, e que já está disponível nas prateleiras brazucas desde o penúltimo fim-de-semana do mês de Outubro.
                                                                         
 A edição, dizem por aí, é limitada e os boxes são numerados em um selo prata, locado na luva de papel que cobre a caixa. Não sei quanto a versão abrasileirada, que é praticamente idêntica ao box estrangeiro, mas a versão comercializada no exterior vem com o tal selo, sim. Procurei na minha luva de papel e não encontrei o tal selo, e ainda estou aguardando a resposta de outros conhecidos que adquiriram o box.
E eu digo "praticamente idêntica", pois a única coisa que falta no nosso gift-set, em comparação ao deles, é o cd com a trilha-sonora.  Tudo bem, detalhes, detalhes.

 

Como eu havia dito anteriormente, nada incluso no box foi traduzido para o nosso bom e velho português - o que causou tristeza pra uns e indiferença para outros. O material da caixa parece ser de papelão, embora seja resistente e bem acabado, mas interiormente é coberta por um lindo veludo azul. O primeiro item a ser encontrado ao abrí-la, é a carta de autenticidade emitida pela distribuidora, em parceria com a Rodgers& Hammerstein's Foundation, em um papel translúcido super bonito, que segue abaixo.


 Abaixo do certificado de autenticidade, temos um scrapbook em brochura, chamado A Few of Our Favorite Things. Nele há um resumo da história da verdadeira família Von Trapp; da produção da Broadway que antecedeu o filme, e que foi estrelada pela Mary Martin; e histórias da produção do filme e dos bastidores, sempre recheado de fotos de excelente qualidade.
São as páginas deste scrapbook que eu estarei escaneando pouco a pouco para exibir aqui no blog.


 

Na foto à direita, vocês podem observar um livreto do filme, que na verdade é uma réplica do encarte souvenir de cinema, lançado em 1965. Nele contém um resumo da história do filme, ilustrado por fotos e cenas do mesmo, além de um breve histórico dos atores e produtores envolvidos. 
Há, também, um pequeno envelope, cujo tipo de papel é similar ao que foi utilizado na carta oficial, que traz cinco ou seis fotos do filme, como se fossem cartões postais da cidade de Salzburg, na Áustria.

  

Ainda, há uma pequena caixinha de música em cerâmica (eu acho), pintada à mão (no que eu suspeito ser em estêncil) no seu exterior, e forrada de veludo na cor creme no seu interior. 

E por fim, os blu-rays, que vieram em uma case simples, sem luva, acompanhado de um DVD.
Aliás, é válido comentar que algumas lojas, como a 2001 vídeo, tem anunciado que houve um erro na distribuição dos DVDs que acompanharam os primeiros blu-rays a serem enviados às lojas (porque, afinal de contas, estava bom demais para ser verdade), por isso, atenção! Caso você faça questão - e eu particularmente acho bom fazer, já que o valor pago pelo produto não é nem um pouco barato - entre em contato com a 20th Century Fox, reportando o erro a eles, e aguarde a resposta.

2001 vídeo: "Atenção: Devido a um erro da distribuidora Fox, informamos que o DVD que acompanha este produto refere-se à Edição Comemorativa de 40 Anos. Segundo informações da distribuidora, a Edição Comemorativa de 45 Anos será enviada aos clientes, gratuitamente, até o dia 16/11/2010"


Quanto a qualidade de imagem e som, ou até mesmo a respeito dos extras, eu ainda não posso responder por conta própria, pois adquiri box antes mesmo de adquirir o aparelho leitor de Blu-Ray! É, eu sei que deveria ter esperado mais um pouco, mas foi difícil chegar na loja física da Saraiva e dar de cara com uma única peça, linda e solitária, me esperando. Encarei como um presságio (sim, eu acredito neles), paguei uma nota e passei o fim do meu feriado feliz, vide foto abaixo. A propósito, por favor relevem a cara de cansaço. Ir ao cemitério e depois tirar foto não é a melhor e mais inteligente das combinações. Crianças, não tentem isso em casa! Na verdade eu estou infinitamente mais feliz do que aparento estar, viu?

Quem quiser conferir algumas screencaptures do blu-ray, este site contém uma excelente review de todo o conteúdo.


Pra finalizar, seguem as primeiras de muitas fotos que serão escaneadas do scrapbook. Antes de utilizá-las ou publicá-las por aí, lembrem-se de mim e do meu querido blog. Receber o devido crédito é bom e eu gosto! 










To be continued...